8 de out. de 2012

Os Filhos e o Mundo



 
             Sabe a clássica frase de que criamos os filhos para o mundo? Não concordo!
             Nunca, jamais, em hipótese alguma eu lhes darei para o mundo. Estou criando eles para que sejam bons cidadãos, para que sejam homens honrados, maridos fiéis, para que sejam leais e íntegros.
            Falando assim, até parece que o mundo não tem nada de bom a oferecer. E tem! Existem ‘zilhões’ de pessoas bem educadas, com bom caráter e exemplares, porém, contudo, todavia... não acredito que esses indivíduos foram largados no mundo para que os dominassem, nem deixados para adquirir as manhas, os jeitinhos e os atalhos que o mundo facilmente ensina.
            É bem provável que tenham sidos ensinados com valores e regras, pois como pode alguém que não tem limite algum saber discernir? Como saber dizer não se nunca ouvir um não?
            Cresci ouvindo a frase: “Estar no mundo sem ser do mundo”. Nem sei se ela é facilmente compreendida. Vou dar um exemplo. Estava no supermercado e comprei uma caixa de leite (caixa com doze litros). Enquanto meu marido guardava as compras fiquei dando uma olhada na nota, estava achando estranho o valor total, percebi que a operadora de caixa havia passado apenas uma caixa (litro), na mesma hora voltei direto ao caixa e relatei que ela havia se enganado, a moça simplesmente ficou chocada, me disse estar perplexa e não entendia o que eu havia feito. Dei o cartão e pedi que ela cobrasse mais 11 caixas de leite. O senhor que aguardava na fila chamou-me de cabeçuda!
            Percebes o que o mundo acha normal? As leis se inverteram, o mundo considera natural tirar vantagem e chamam de bobos o que têm princípios, afirmam que a verdade é relativa. O mundo justifica seus erros, o mundo declara que a honestidade é ingenuidade ou incapacidade. O mundo pressiona à cometer libertinagens, imoralidades e injustiças.
            Como, me diz como podemos ceder a esta famigerada crença de que o mundo os abocanhará? Eles são preciosos demais para permitirmos isso. Não podemos consentir que o mundo desempenhe maior influência, como se não houvesse saída ou solução.
            A nossa sociedade tem falhado em promover princípios e virtude moral, então, não podemos esperar que ela discipline moralmente nossos filhos, a responsabilidade é nossa!
            Penso sempre que a disciplina é uma forma de amor, mas que deve ser imposta com amor. Chegou o momento e precisamos  instilar em nossos filhos uma bússola moral interna para que os oriente quando o mundo com suas sutilezas procurar envolvê-los.
            Claro que eles farão parte deste mundo, mas não precisam ser como o mundo é. <3

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