Vi uma
cena absolutamente comovente e reflexiva, estava saindo a noite com meu marido
e filhos para comprar o presente do dia das crianças. Estava chovendo e com um
vento frio, quando abri o portão deparei-me com duas menininhas que apertavam o
interfone do meu prédio. Olhei de relance e percebi que cada uma levava um
carrinho coberto de garrafas. (julgo que uma tinha 8 e a outra 5)
Meu
marido e eu ficamos ponderando durante
um tempo dentro do carro, aproveitamos a ocasião para ensinar nossos filhos
sobre as dificuldades que aquelas meninas enfrentavam, e tentar fazê-los
valorizar tudo que eles têm, suas camas, roupas e proteção.
Já ouvi
dizer que certas coisas podem chocar e
traumatizar as crianças, mas tudo tem seu tempo certo para falar, óbviamente o
João(2 anos) não compreendeu nada do que estávamos falando, mas o Pedro(6
anos), em determinada parte do sermão demosntrou empatia.
Mas qual
seria a situação ideal para ensinar afeição, gratidão, egoísmo ou altruísmo
senão no exato momento em que a situação acontece?
Dialogando
e tentando encontrar uma saída razoável para que aquelas meninas não vivessem
num flagelo, entendemos que deve partir dos próprios pais ou responsáveis, pois
se eles constituindo o direito de um benefício do governo ainda submetem as
crianças ao trabalho, não cessariam por qualquer auxílio imediato.
Como
mudar se não na raíz do proplema? Será que sacudir os responsáveis ajuda?
Pode ter certeza, isso me deixa indignada! Eles estão desonestamente recebendo dinheiro para impedir que seus filhos trabalhem e ainda assim abusam de seu papel de progenitor para ter lucro. Isso é ambição! Mesmo em uma situação humilde acredito que eles possuem um interesse, pois amor não pode ser. O amor cuida, preserva,defende, o amor abriga.
Pode ter certeza, isso me deixa indignada! Eles estão desonestamente recebendo dinheiro para impedir que seus filhos trabalhem e ainda assim abusam de seu papel de progenitor para ter lucro. Isso é ambição! Mesmo em uma situação humilde acredito que eles possuem um interesse, pois amor não pode ser. O amor cuida, preserva,defende, o amor abriga.
Fico
imaginando a história se repetindo, aquelas inocentes menininhas crescidas, se
relacionando com pessoas de dentro da sua realidade e concebendo filhos que
naturalmente seguirão os mesmos caminhos.
Filhos
nesta cultura é visto como fonte de ganhos financeiros, mas quão ignorantes
são, pois acaso sua prole não traria um retorno maior se fossem estimulados a
estudar e levados a mudar seu curso?
Continuo
aqui com a minha frustração por não ter força suficiente para mudar, e sei que
esta cena se repetirá inúmeras vezes, e minha inquietação também retornará...
Só penso,
assim como você pensa;
A visão
limitada pode obscurecer um futuro promissor.
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